Reitor da UCSAL aprofunda as medidas para mercantilizar a Universidade.

Alan Brandão de Morais 
CAHCAM 
Coletivo CARCARA
 
Este texto vem denunciar os desmandos realizados pelo REItor da UCSAL, José Carlos de Almeida, que há quase 30 anos se apodera do gabinete máximo da Universidade Católica e realiza reformas sem consulta à comunidade acadêmica ou reunião dos conselhos universitários objetivando a construção de uma universidade mercantil e sem qualidade acadêmica.
 
Para este semestre o REItor intensificou as suas ações demitindo diversos professores que possuiam histórico de oposição à reitoria sem justa causa. Estes professores foram sumariamente cortados da folha da universidade como parte da limpeza ética realizada pela Reitoria há anos para minar a oposição que poderia surgir dentro dos cursos que não estão nos seus planos de reestruturação mercantilista da UCSAL. Professores doutores, Pós-doutores, referências nas suas áreas de atuação foram demitidos, repito, sem justa causa, por discordarem abertamente da atuação anti-democrática da Reitoria, sem respeito à cátedra e sem considerar o ganho qualitativo na contribuição desses professores na construção do curso e da Universidade.
 
Além disso, foram aprovados no último dia 04 de agosto, “Ad referendum” (sem consulta ao conselho superior ou ao conselho de ensino e pesquisa, orgãos máximos de deliberação da Universidade), os atos Nº 243, 244 e 245. O ato Nº 243 permite aos estudantes a matricula em disciplinas que possuam pré-requisitos, como procedimento de “flexibilização curricular”. O ato Nº 244 trata das novas regras para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, onde a defesa de tese junto à banca examinadora não é mais requisito para a colação de grau, sendo o trabalho avaliado pelo próprio orientador. Por fim, o ato Nº 245 regulamenta como política institucional a matricula de disciplinas em Módulo, disciplinas semi-presenciais.
 
A primeira vista pode parecer que tais regras auxiliam aqueles estudantes que querem se formar rapidamente e realmente o fazem. Mas o custo dessa formação rápida é a perda da qualidade acadêmica e o objetivo de tais políticas é a “limpeza acadêmica” da Universidade Católica do Salvador. Os atos 243 e 245, apesar de funcionarem para todos os cursos, atacam diretamente os cursos de Licenciatura que há muito estão “capengando” pela falta de alunos e de interesse político da UCSAL em reeguer os cursos e retomar a qualidade do passado. São os tiros de misericórdia nesses cursos, pois, ao fornecer dispositivos legais para a rápida formação, se exime da responsabilidade de investir na qualidade dos cursos e na sua continuidade, dando um gás na extinção destes cursos – E qual a validade da graduação em um curso extinto?
 
O Ato 245 é igualmente revoltante, pois nos retira a oportunidade de avaliação dos resultados das nossas pesquisas de graduação, porta de entrada na vida acadêmica. O que se pode esperar da qualidade de um trabalho que é avaliado única e simplesmente pelo orientador? Este Ato serve apenas para cortar gastos com o pagamento dos professores das diversas bancas (quantia em torno de R$ 500,00 por professor mais os gastos com viagens), uma atitude tacanha para uma instituição que se considera “a comunidade do conhecimento”.
 
Estas foram apenas as ultimas ações tomadas pela Reitoria que, somadas à soma dos vários anos de política mercatilista da Reitoria, apenas acumulam mais revolta e indignação em todos os membros dessa fajuta “comunidade do conhecimento”. O imperativo que se coloca diante de nós agora é a mobilização contra os ataques mercatilistas realizados pela reitoria. Todos os meios de diálogo foram fechados pelo próprio reitor, não existe democracia interna na UCSAL e intransigência só se responde com intransigência. A luta pela UCSAL que queremos deve se iniciar agora enquanto ainda resta algum folêgo antes do tiro de misericórdia.

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Questionário

A FEMEH tem, historicamente, tido uma inserção bastante grande nas universidades públicas. Contudo, a construção do movimento estudantil de história nas pagas ainda é um desafio. Cientes de que é necessário que aprofundemos nossas formulações em torno da construção do ME nas pagas, o GT elaborou este questionário, o que facilitara o desenvolvimento de suas atividades assim como um contato mais efetivo com os estudantes destas instituições.

Segue o questionário: https://pagasfemeh.files.wordpress.com/2011/05/questionario_pagas.doc

Preencham o mesmo e enviem para o email: mutua-acao@hotmail.com

 

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Convocatória CONEHI

FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA

CONVOCATÓRIA
A Coodenação Geral da Federação do Movimento Estudantil de História, FEMEH, vem por meio desta, convocar a todos os CA’s, DA’s e as demais entidades que compõe o Movimento Estudantil de História do Brasil, para o Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI) que acontecerá nos dias 4 e 5 de junho na UFS, em Aracaju.
PAUTAS:
1. Informes; Espaço destinado aos informes das lutas das escolas, dos trabalhos dos Grupos de Trabalho (GTs) e das coordenações regionais. Seria interessante se as escolas já conseguissem enviar os informes de sua escola por escrito previamente, para facilitar a relatoria do ponto, bem como dinamizá-lo.
2. Campanha pela Abertura dos Arquivos da Ditadura; Esse ponto deverá fazer uma avaliação da campanha até aqui, bem como traçar perspectivas de como tocá-la, tanto em linhas políticas, quanto em ações concretas articuladas nacionalmente até o ENEH.
3. Avaliação da Semana de Mobilização da FEMEH; Foi encaminhado no CONEHI de dezembro de 2010 a realização de uma Semana Nacional de Mobilização da FEMEH, com a temática de problematizar o mundo do trabalho, a partir das condições de trabalho colocadas para o historiador. A avaliação da repercussão dessa atividade a nível nacional é importante para o prosseguimento dessas discussões dentro da federação.
4. Avaliação dos Encontros Regionais 2011; Foram realizados nesse primeiro semestre de 2011 três encontros regionais: Norte, Nordeste e Sudeste. É importante conseguirmos construir uma avaliação mais global desse processo de reorganização regional de nossa federação.
5. Organização do Boicote ao ENADE; Como deliberado em Plenária Final do último ENEH, a FEMEH constrói em suas escolas o boicote ao ENADE. Esse ponto deve servir como uma forma de iniciarmos o processo de organização do boicote em nossas escolas, dividindo tarefas, e pensando no prosseguimento das discussões.
6. ENEH 2011; O XXXI ENEH acontecerá entre os dias 23 e 30 de julho, em Florianópolis – SC. Esse ponto deve fechar as últimas questões relacionadas ao encontro política e organizativamente.
7. GT de Pagas; A FEMEH tem, historicamente, tido uma inserção bastante grande nas universidades públicas. Contudo, a construção do movimento estudantil de história nas pagas ainda é um desafio. Cientes de que é necessário que aprofundemos nossas formulações em torno da construção do ME nas pagas, foi encaminhado no último CONEHI que o GT responsável por essa pauta (UCSAL) iria facilitar um espaço de formação que contribua para a continuidade dessa luta.
8. Cortes no orçamento da educação; Esse ponto deve debater um posicionamento da FEMEH frente aos recentes cortes que o governo Dilma imputou à educação – dos quais sentimos os reflexos em nosso dia-a-dia, bem como pensar ações conjuntas que possam contribuir no enfrentamento desses ataques à educação.
9. Organizativo; Nesse ponto estão incluídas as questões de comunicação, finanças e articulação da FEMEH.
As informações acerca da estrutura do física  conselho – local, alimentação, etc, – serão em breve disponibilizadas pela escola sede.
Saudações!
Coordenação Geral da FEMEH.

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A violência na UNIJORGE não pode passar em branco

Estudante Nairobi Aguiar, no dia 27 de abril de 2011, é agredida por com um tapa na cara por um estudante, ambos do curso de Licenciatura em História da UNIJORGE, que exercia a função de apoio do Simpósio do curso, realizado na UNIJORGE.

A ação individual deste estudante contra esta mulher é o reflexo de uma sociedade patriarcal, sexista, machista, que aflige desde os lares brasileiros e vem ocorrer dentro de uma instituição, cujo papel é a construção do saber e a formação de cidadãs e cidadãos.
 
Convocamos a comunidade acadêmica para acompanhar a sindicância de apuração fatos, cobrando atitudes cabíveis junto à instituição, garantindo a integridade moral e física da estudante Nairobi Aguiar e demais testemunhas da agressão.
 
Reforçamos que essa atitude não venha a se repetir nesta instituição por nenhum outro estudante.
 
Nós, Centro Acadêmico dos estudantes de História, União dos Búzios, repudiamos toda e qualquer agressão e não aceitamos que a divergência de idéias que havia entre o Centro Acadêmico e a coordenação do curso de história, seja caracterizada como politicagem. Sendo o CA um interlocutor legitimo dos estudantes, tendo como objetivo trabalhar em prol da melhoria da qualidade do curso e defendendo os direitos. E que essa divergência não seja utilizada como pretexto para justificar o
injustificável.
 
Centro Acadêmico dos estudantes de História União dos Búzios.
 

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O outro lado da moeda [Polêmica na UNIJORGE]

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

Estou utilizando esta mensagem para tentar restabelecer a verdade dos fatos em relação às acusações que me foram feitas. Acusações infundadas e que estão afetando a minha vida e a vida de minha família.

Trabalhei no SIMPÓSIO DE HISTÓRIA promovido pela Coordenação do Curso no CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO, pois acredito que eventos como estes permitem a mim e a meus colegas crescimento e aperfeiçoamento. Não me envolvi em nenhum dos aspectos políticos do evento, mas para eles fui arrastado em função do incidente ocorrido na instituição.

No segundo dia do Simpósio, recebemos a orientação da coordenação de que quem chegasse atrasado deveria assinar a lista de presença após o fim da palestra, para que não houvesse interrupção da apresentação do palestrante. Apesar desta orientação, a aluna do 5º semestre de história, mesmo tendo chegado atrasada exigiu assinar a lista de presença, gritando o meu nome dentro do auditório.

Retirei-me do auditório para que a confusão não interrompesse a palestra e um tempo depois a mesma aluna se dirigiu a mim com o dedo em riste na minha cara me chamando de “vagabundo, moleque de recado da coordenadora do curso”. Retruquei aos impropérios dizendo que ela estava sendo mal educada e ela elevou o tom de voz aproximando ainda mais o dedo de minha cara. Recuei, em atitude defensiva, afastando o dedo dela de meu nariz e pedindo que ela falasse baixo, quando a mesma, após este ato, começou a gritar descontroladamente, tentando-se fazer-se de vítima na lamentável situação que causara, dizendo que lhe desferir um tapa no rosto, sendo que o único contato físico foi ao afastar o dedo em riste, não passando sequer perto do rosto, passando longe do rosto dela, e ao me retirar ele desferiu em minhas costas uma série de tapas e disse que me acionaria pela lei Maria da Penha.

Acreditei que aquele infeliz evento seria resolvido dentro da universidade, através das normas estabelecidas pela instituição, mas a partir do dia seguinte fui surpreendido com diversas ameaças e mensagens discriminatórias, dirigidas a mim pelo meu perfil no Facebook – ameaças sérias e que me levaram a temer retornar a minhas atividades acadêmicas, a ir para escola onde estou estagiando e sair nas ruas. Em seguida, descobri que a aluna havia publicado em alguns blogs uma carta aberta me citando como agressor, racista e sexista, representante de uma elite branca masculina.

Além de me acusar de uma agressão que nunca ocorreu, como as testemunhas presentes poderão comprovar, atribuiu a mim palavras que eu não disse e deu a estas palavras a interpretação que lhe pareceu mais conveniente. A aluna também foi a um programa de TV de grande audiência, o “Hoje em Dia”, da TV Itapoan, repetir as afirmações a meu respeito, fazendo o dano já causado a mim, atingir também minha família.

Estou sendo julgado publicamente a partir apenas da acusação desta aluna, sem qualquer direito de defesa por não dispor dos contatos e recursos que ela possui em função de sua posição no CENTRO ACADÊMICO (C.A) e atividade profissional. Entendo a importância do C.A como interlocutor legítimo dos estudantes e também entendo que em função disto o C.A possa divergir da coordenação do curso, mas não entendo, e nem posso aceitar, que meu nome e o nome de minha família sejam utilizados como instrumento político no embate entre o C.A e a coordenação do curso.

A estudante afirma que eu pertenço a uma elite branca e masculina a partir exclusivamente da cor de minha pele e do fato de eu ser homem. A mesma não me conhece, não faz a mínima idéia de que não sou rico (fato facilmente constatável), e, portanto não sou pertencente à citada “elite”; e parece não ter notado que o grupo de brancos ao qual ela se refere, tem em sua maioria negros.

Fui criado pelos meus pais com base nos mais estritos princípios de respeito ao próximo. Participo de projetos de promoção cultural em diversas comunidades de Salvador, atuo junto a jovens em situação de risco e nunca agredi qualquer mulher ou homem. Mas desconhecendo tudo isto, a aluna me acusa de racismo e sexismo sem ponderar o impacto que estas inverdades terão sobre minha vida e a vida da minha família.

Vou trabalhar dentro de todas as possibilidades legais até que a verdade dos fatos seja restabelecida. Faço isso não apenas por mim e por minha família, mas também por acreditar que um membro de C.A legalmente eleito não deveria utilizar em seu embate com a coordenação uma estratégia como a que está em curso.

Não venho através desta carta aberta mostrar “a minha versão da história”, mas tentar esclarecer, que está em andamento um processo que pertence ao caso da política estudantil, onde meu nome está sendo utilizado sem qualquer ponderação sobre as consequências que as falsas acusações que me são feitas podem ter sobre minha vida e nem sobre os prejuízos que elas poderão trazer pra as minhas atividades presentes e futuras. Espero que as pessoas que me tem feito ameaças possam refletir um pouco melhor e antes de me condenarem, ou tentarem executar algum tipo de punição, acompanhem o restabelecimento da verdade dos fatos.

Mesmo temendo as ameaças que me foram feitas, retornarei a minhas atividades acadêmicas, pois pago a faculdade com bastante dificuldade. Portanto, venho através desta carta aberta afirmar que não sou agressor, sexista, racista e que não pertenço a qualquer elite nem grupos a qual me tenham acusado de pertencer. Espero poder continuar estudando e concluir minha graduação até que toda esta confusão tenha sido finalmente esclarecida.

Respeito, valorizo e me solidarizo com os movimentos negros e de mulheres. Mas estes estão sendo induzidos a erro por esta estudante, a qual de forma leviana vale-se da sua posição com a finalidade de prejudicar pessoa que nunca agiu, sequer por um momento, contra seus ideais e valores, os quais devem ser os ideais e valores de toda a sociedade brasileira. Atos como estes desonram e aviltam a memória e a luta dos heróis e mártires que a custa de tanto sofrimento cravaram em nossa Constituição os ideais de construção de uma sociedade livre, justa e solidária, pautada na dignidade humana e com vistas à promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Assinado Lucas Pimenta, estudante de história de pele branca, mas com sangue, carne e ossos da mesma cor do sangue, carne e ossos de todos os meus colegas do curso de história e de todos os cidadãos brasileiros, independente de cor, raça ou credo.

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Carta aberta de uma estudante agredida na UNIJORGE

Carta aberta ao Movimento Negro em geral e ao Movimento de Mulheres Negras, em particular.

 Por Nairobi Aguiar,

Comunico às organizações de Movimento Negro e demais Movimentos Sociais e, em especial, às irmãs que compõem as organizações de movimento de Mulheres Negras, que eu, estudante do quinto semestre de Historia UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado- fui agredida com um tapa na cara por um estudante que compõe a organização do Simpósio de História “Pesquisa histórica na Bahia” na referida faculdade.

Fui agredida fisicamente (com um tapa na cara!) por um homem branco, estudante, como eu, do 5° semestre do curso de história da UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado. Enfatizo esse dado, por sabermos que o racismo e o machismo se articulam o tempo todo, para impedirem que pessoas como eu (preta “estilo favela!”) possam representar uma pequena minoria do curso de história (brancos, e classe média). Atualmente ocupo a posição de Coordenadora Acadêmica do Centro Acadêmico União dos Búzios, representação legítima dos estudantes do curso de história dessa Instituição.

Inicialmente, estávamos organizando com a coordenação do Curso de História uma atividade acadêmica (o simpósio de história); Entretanto, da noite pro dia fomos retirados da organização com a explicação de que o evento não deveria ter envolvimento do movimento estudantil, por parte um dos palestrantes, e que não iríamos assinar os certificados por quem estava organizando era a instituição.

Quando chegamos, no dia anterior ao fato, encontramos esse grupo de estudantes com a camisa da organização do evento (que até então era da universidade), fizemos algumas intervenções falando sobre a institucionalização da atividade do movimento estudantil e sobre a apropriação intelectual da atividade. (Tudo isso causou incômodo à organização do evento – Coordenação e estudantes envolvidos no processo).

 Quando cheguei à atividade, no dia seguinte, fui impedida de assinar a lista de presença, que me legitimaria ganhar o certificado de carga horária do evento. Todas as pessoas assinaram, quando chegou a minha vez a organização da atividade recolheu a lista, e eu perguntei num tom alto no meio da palestra: ‘por que vou assinar a lista lá fora, já que todos assinaram aqui dentro?’ Na mesma hora todo mundo parou e me olhou… Esperei o evento acabar e chamei a coordenadora do curso pra pedir explicação, a mesma não deu atenção, acabei não comunicando sobre o ocorrido. Quando sai do evento me dirigi até o LUCAS PIMENTA (o agressor) e perguntei: ‘posso assinar a lista?’ Ele disse: “você é muito mau educada!”, eu o interrompi e falei, ‘não quero te ouvir, só quero saber se posso assinar, caso contrario vou conversar com a coordenação’. E ele disse: “Você ta tirando muita onda, não é de agora que eu to te aturando!” E me deu UM TAPA NA CARA! Quando eu falei que Eu sou oriunda do Movimento Negro, do Movimento de Mulheres Negras, e que não ia deixar barato que ia acionar a Lei Maria da Penha pra ele, ele se curvou e foi segurado pelos colegas enquanto tentava me dar murros.

Ao dizer “você ta tirando muita onda” e em seguida me agredir o Sr Lucas Pimenta revelou um sentimento de insatisfação, não apenas dele, isoladamente, mas de muit@s outr@s diante do fato de eu ser Coordenadora Acadêmica no CA de História da Jorge Amado. O fato de estarmos adentrando o espaço acadêmico, por si só, já fez membros da elite branca sentirem-se ameaçados. Mas, esse tapa na cara ocorre em retaliação a um fato mais insuportável ainda, para Lucas e demais membros da elite racista desse país: sou Negra “favelada”, jovem e o represento, em um espaço que o projeto genocida de Estado brasileiro historicamente reservou para os branc@s.

Por essas razões, conclamo meus irmãos e em especial às minhas irmãs para amanhã, na extensão desta atividade, manifestarmos politicamente a nossa indignação e repulsa, diante desse caso inequívoco de machismo e racismo. Onde? Centro Universitário Jorge Amado – UNIJORGE (Paralela) Concentração: 18h, praça de alimentação

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Proposta entregue a coordenação do curso

O Centro Acadêmico dos Estudantes de História /UNIJORGE, União dos Búzios, vem através desse documento sugerir e encaminha a coordenação do curso de história, a senhora Fernanda Reis, uma reformulação na grade curricular, assim como cursos de extensão correspondente a algumas disciplinas consideradas de fundamental importância para a qualidade do curso.
Levando em consideração que essa foi uma reivindicação estudantil pautada em reunião, e estabelecido com a Senhora Midian – Coordenadora acadêmica da UNIJORGE e a senhora Fernanda Reis – coordenadora do curso de história, assim como o C.A. Encaminhamos abaixo proposta de disciplinas a serem incluídas na grande, assim como curso de extensão.
Obs. Propostas feitas pelos estudantes do Comércio, estudantes da Paralela e o Centro Acadêmico.
Proposta de disciplinas a serem inclusas na grade curricular:
  • Tópico em antropologia;
  • Movimentos sociais no Brasil;
  • Arquivologia;
  • Tópicos especiais: Autonomia dos estudantes se matricularem em disciplinas de sua área correspondente, independente do curso;
  • História da Arte geral e brasileira;
  • Teorias sociológicas/ filosóficas;
  • Tópicos especiais: Inclusão de disciplinas de outros cursos na sua grade curricular.
Proposta de disciplinas a serem trabalhadas como curso de extensão:
  • Paleografia;
  • Movimentos sociais no Brasil;
  • Metodologia do Trabalho Científico;
  • Linguagens e representações no Ensino de História;
  • Ditaduras na Bahia;
  • História das religiões;
  • História do nordeste;
  • História da cidade de Salvador.
Os alunos do curso de licenciatura em história da UNIJORGE, juntamente com o C.A., entendem que um curso sem as disciplinas citadas acima é extremamente fragilizado. Solicitamos uma avaliação da proposta e aguardamos uma resposta positiva, visto que, atualmente, pagamos o valor mais caro do curso em todo o Norte-Nordeste.
Pedimos também que as disciplinas a serem trabalhas como curso de extensão sejam liberadas para os futuros formandos da turma do 6º semestre 2011.1, mesmo que as disciplinas sejam dadas quando formados (2º semestre, no caso), pois eles também foram prejudicados com as disciplinas mal administradas citadas neste documento.
Atenciosamente,
Estudantes do curso de licenciatura em história/UNIJORGE
CAUB – Centro Acadêmico dos Estudantes de História/UNIJORGE, União dos Búzios

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